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Galeria Luciana Brito

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SP-Arte 2021
  • Regina Silveira "Discurso" da série "Dilatáveis", 1981/2003 arquivo digital para impressão e recorte em vinil adesivo dimensões variáveis ed 2/3
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O fazer artístico atravessa as etapas próprias do processo criativo do artista e, embora sejam únicos, revelam o objetivo comum a todos: comunicar. Entendendo a importância dos processos nas manifestações artísticas, a Luciana Brito Galeria apresenta um conjunto de obras que reflete a diversidade e a individualidade de cada um no exercício de experimentação, com obras de Augusto de Campos, Analivia Cordeiro, Bosco Sodi, Caio Reisewitz, Eder Santos, Fernando Zarif, Geraldo de Barros, Gertrudes Altschul, Iván Navarro, Jorge Pardo, Pablo Lobato, Rafael Carneiro, Regina Silveira e Rochelle Costi.
Os “Dilatáveis”, de Regina Silveira, surgiram com sua pesquisa acadêmica nos anos de 1980, por meio da gravura e apropriação de imagens, a partir do estudo da representação de sombras projetadas de forma exagerada e distorcida.
A série “Sun Paintings”, de Bosco Sodi, foi realizada durante o isolamento social na Casa Wabi, no litoral mexicano, onde ele utilizou a superfície grosseira de sacos de estopa para pintar círculos “solares” em homenagem ao por do sol local. Já as pinturas de Rafael Carneiro apresentam método orgânico e livre, partindo das imagens de sua coleção, que são descontextualizadas, articuladas e resignificadas. Fernando Zarif, nesta série de pequenos retratos, revelava sua forma frenética de produção, onde o criar estava associado a uma experiência simbiótica com os processos.
Em sua última incursão artística, Geraldo de Barros criou a série “Sobras”, através de recortes, colagens e interposições, a partir de seu próprio acervo fotográfico, criando e recriando narrativas de uma vida toda. Da mesma forma, Rochelle Costi utiliza imagens e imaginários ao seu redor para delinear campos de interesse nas suas fotografias, enquanto Caio Reisewitz resignifica a imagem por meio de técnica de diluição das formas, cores e texturas.

ArtRio 2021
  • Marina Abramovic, Places of Power, Garden of Maitreya, 2013, c-print, 160 x 212,5 cm, ed 1/7
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Para essa edição da ArtRio 2021, a Luciana Brito Galeria apresenta um conjunto de trabalhos que representa o que há de mais relevante nas pesquisas recentes dos artistas representados: Caio Reisewitz (1967, São Paulo), Hector Zamora (1974, México), Iván Navarro (1972, Chile), Rafael Carneiro (1985, São Paulo), Rochelle Costi (1961, Caxias do Sul) e Tiago Tebet (1986, São Paulo).  

As discussões em torno da exploração e devastação das florestas brasileiras tem pautado parte da pesquisa recente de Caio Reisewitz. Obras com sobreposição de imagens que envolvem a mata nativa brasileira reforçam a importância da preservação na natureza. Da mesma forma. Já Rochelle Costi, apresenta uma produção que explora os lugares comuns da memória do inconsciente coletivo por meio da fotografia.

Hector Zamora é conhecido por sua pesquisa que envolve a arquitetura, onde ele reinventa e resignifica os espaços convencionais, problematizando questões históricas, sociais e políticas relacionadas ao trabalho e a sociedade de consumo. Suas instalações a partir de tijolos de cobogó, elemento comum na arquitetura Latino-americana, ganharam dimensão extraordinária no site specific realizado recentemente no Roof Garden do MET-NY.

Os artistas Rafael Carneiro e Tiago Tebet têm na pintura o suporte principal para suas pesquisas. Enquanto Carneiro, por meio de um rigor técnico, desenvolve uma metodologia de transcrição de imagens, onde cada uma delas tem seu significado diluído e reconfigurado, Tebet prioriza os métodos mecânicos e artesanais para atingir efeitos espontâneos de cores e texturas.

As instalações coloridas e luminosas de Iván Navarro travam um diálogo com o minimalismo, provocando os sentidos ao mesmo tempo em que interactivamente atraem o espectador. No geral, sua produção é imbuída de conotações políticas, comunicadas por meio de diversas estratégias, como os títulos, anagramas, apropriação e desconstrução de símbolos, etc.




Artsy Latin American Galleries Now
  • Caio Reisewitz, Guanabara III, 2012, C-print em metacrilato, 180 x 288 cm, ed 1/5
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A Luciana Brito Galeria tem o prazer de apresentar na “Latin American Galleries Now” um conjunto de obras de importantes artistas latino americanos: Caio Reisewitz (1967, Brasil), Hector Zamora (1974, México), Ivan Navarro (1972, Chile), Leandro Erlich (1973, Argentina), Liliana Porter (1941, Argentina), Regina Silveira (1939, Brasil) e Rochelle Costi (1961, Brasil).

Por meio de uma parceria com a Abact – Associação Brasileira de Arte Contemporânea, a plataforma Artsy lança a primeira edição da "Latin American Galleries Now", uma feira virtual que reúne as principais galerias da América Latina, que acontece de 19 de julho a 9 de agosto.
ARCOmadrid 2021
  • Regina Silveira, "Campo", 1976
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Para esta edição especial da ArcoMadrid 2021, oportunidade em que a feira comemora seus 40 anos de atividade, a Luciana Brito Galeria apresenta os vídeos “Campo” (1977), de Regina Silveira, e “Photokinetic” (2020), de Héctor Zamora.

Regina Silveira, “Campo” 1977
O vídeo “Campo” é o primeiro projeto em vídeo de Regina Silveira (1939, Brasil), e um dos primeiros em videoarte no Brasil, realizado com o apoio do MAC-USP no final dos anos 1970. O vídeo foi realizado em uma única tomada, sem qualquer edição, e apresenta o gesto simples de percorrer os limites da tela com a ponta de um dedo.
 
Héctor Zamora, “Photokinetic”, 2020
“Photokinetic”, 2020, de Héctor Zamora (1974, México) traz a interpretação audiovisual do artista para a sua instalação site specific “Lattice Detour” (2020) comissionada pelo Metropolitan Museum of Art de Nova York para o roof garden do museu. Com a câmera estática, o vídeo apresenta a cadência dos movimentos gerados pelas sombras dos visitantes do outro lado do muro de blocos de cobogó, durante o por do sol. 
Arco E-xhibition Março 2021
  • Augusto de Campos, Código, 1973/2019, impressão FineArt sobre tela, 100 x 100 cm, ed 2/3
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A Luciana Brito Galeria tem o prazer de anunciar sua participação na edição especial de aniversário da ArcoMadrid 2021. Para este ano em que feira comemora seu 40o aniversario, a galeria reuniu um conjunto de trabalhos representativos dos artistas que fizeram parte do histórico de quase 20 anos de participações da galeria. Dentre os destaques estão Geraldo de Barros (1923, Brasil), Marina Abramovic (1946, Iugoslávia), Caio Reisewitz (1967, Brasil), Rafael Carneiro (1985, Brasil), Tiago Tebet (1986, Brasil), Hector Zamora (1974, México), Bosco Sodi (1970, México) e Iván Navarro (1972, Chile).
 
Art Basel OVR: Miami Beach
  • Bosco Sodi, Sem título, 2020, técnica mista sobre tela, 140 x 180 cm
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Para essa edição online da Art Basel,  a Luciana Brito Galeria tem o prazer de apresentar  um conjunto de trabalhos dos artistas Bosco Sodi (1970, México), Caio Reisewitz (1967, Brasil), Hector Zamora (1974, México), Ivan Navarro (1972, Chile), Jorge Pardo (1963, Cuba), Regina Silveira (1939, Brasil) e Tiago Tebet (1986, Brasil). Trata-se de uma produção inédita que de alguma forma relaciona-se a  questões pertinentes às problemáticas enfrentadas ao longo do ano.
 
2 - 7 de Dezembro 2020
SP-Arte/Foto 2020
  • Gaspar Gasparian, Sem título, 1950, gelatina e prata, vintage, 31 x 42 cm
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Luciana Brito Galeria e Isabel Amado Fotografia apresentam a exposição "Fotografia Moderna: Gaspar Gasparian, Geraldo de Barros, Gertrudes Altschul, Marcel Giró, Paulo Pires e Thomaz Farkas", um conjunto de fotografias, cuja importância resgata a fase histórica da investigação em abstração. Sob um contexto de intensas transformações sociais, econômicas e políticas, as décadas de 1940 e 1950 foram fundamentais para a consolidação da fotografia brasileira no campo da artes visuais. O impacto dos processos de modernização das grandes cidades impulsionaram a fotografia a um patamar conceitual artístico nunca antes vivido. A fotografia passa de uma ferramenta unicamente de registro para um veículo de experimentação visual técnica e estética e formalização de uma nova linguagem dentro das artes. Os movimentos fotoclubistas foram fundamentais para alçar essa discussão, como o FCCB - Foto Cine Clube Bandeirante, promovendo e organizando essa atividade dentro do circuito. A fotografia passa então a ser considerada também um meio de expressão artística, que tinha nos fotoclubes uma forma de organização e profissionalização desse setor, por meio de formação e aperfeiçoamento técnico, sistematização da produção, além de organização de mostras, salões e concursos nacionais e internacionais. O abstracionismo dentro da pesquisa fotográfica representa um momento de guinada fundamental para posicionar definitivamente essa linguagem entre os cânones da história da arte. Sombras, texturas, formas geométricas, experimentação em laboratório, solarização e fotogramas, eram artifícios extremamente explorados por esses artistas. 
 
 
Art Basel OVR: 20c | Ruptura
  • Waldemar Cordeiro, Sem título, 1952, esmalte sobre compensado, 23,5 x 30,5 cm
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Luciana Brito Galeria reúne obras históricas dos artistas do Grupo Ruptura
 
 
Com o objetivo de difundir e reforçar internacionalmente a importância da pesquisa da Arte Concreta brasileira, para essa edição especial da ArtBasel, com foco na produção artística do séc XX, a Luciana Brito Galeria reúne um conjunto de trabalhos históricos de artistas do Grupo Ruptura: Waldemar Cordeiro (1925, Roma, Itália – 1973, São Paulo, Brasil), Geraldo de Barros (1923, Chavantes, Brasil – 1998, São Paulo, Brasil), Luiz Sacilotto (1924 – 2003, São Paulo, Brasil), Kazmer Féjer (1923, Pécs, Hungria – 1929, Sesimba, Portugal), Maurício Nogueira Lima (1930, Recife, Pernambuco – 1999, Campinas, Brasil), e Hermelindo Fiaminghi (1920 – 1999, São Paulo, Brasil).
 
28 a 31 de outubro
ArtRio Online 2020
  • Rochelle Costi, Coleção da Artista, 1993/2020, cerca de 200 objetos representando o coração, números adesivados, 260 x 600 cm aprox.
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A Luciana Brito Galeria tem o prazer de anunciar a mostra “Art must be Beautiful, Artist must be Beautiful”, de forma a destacar a presença das artistas mulheres e reforçar a importância de suas pesquisas para o programa da galeria. O título, que além de fazer uma referência a obra homônima de Marina Abramovic, resume em poucas palavras o conceito do projeto, cujo objetivo é justamente de apresentar trabalhos significativos e representativos dentro da potência da investigação artística de cada uma delas: Fabiana de Barros (1957, São Paulo), Liliana Porter (1941, Buenos Aires), Regina Silveira (1939, Porto Alegre), Rochelle Costi (1961, Caxias do Sul), Marina Abramovic (1946, Belgrado, Servia), Paula Garcia (1975, São Paulo). Dentro desse conjunto, a obra de Rochelle Costi, “Coleção da Artista”, ganha um significado especial não apenas por representar um contraponto à obra de Marina Abramovic, mas também por funcionar como catalisador para esse conjunto pensando pela curadoria.  
 
14 a 25 de outubro
daata Fair | Héctor Zamora
  • Héctor Zamora, Nas Coxas, 2018, vídeo 1 canal full HD, 01'49", ed 1/3
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Para a edição da Daata Fair Digital Art, a Luciana Brito Galeria apresenta um conjunto de vídeos do artista Hector Zamora (1974, México). A pesquisa do artista desenvolve-se principalmente em torno do estudo de materiais e formas de articulação do ambiente natural, urbano ou arquitetônico, geralmente subvertendo os espaços, redefinindo e ressignificando o convencional. Por meio de grandes instalações e performances, sua investigação concilia esses opostos e cria um estranhamento crítico capaz de deslocar significados e entendimentos, tensionando o real e o imaginário, o público e o privado, muitas vezes problematizando aspectos histórico-sociais e políticos. Essa seleção de vídeos traz justamente uma síntese do viés de pesquisa do artista, que muitas vezes usa a força coletiva para pautar suas performances, que são ressignificadas por meio dos vídeos.

 

Em “O Abuso da história” (2014), o artista articula um grupo de pessoas para quebrar trezentos vasos de plantas tropicais, que são arremessados do primeiro andar do antigo Edifício Matarazzo, em São Paulo. Mesmo com várias leituras subliminares, o objetivo do artista aqui é simplesmente se dar ao direito básico do ato criativo. Também seguindo uma ação parecida de desconstrução, “Inconstância material” (2013), alocou um grupo de funcionários da construção civil para a 13a Bienal de Istambul, que num movimento quase coreográfico e intimista, ritmava os homens a jogarem blocos de tijolos um para o outro, deixando muitas vezes os blocos espatifarem no chão. A performance faz uma alusão direta aos sistemas de produção e construção e como estes mecanismos estão ligados as bases da nossa sociedade. Já em “Ordem e progresso” (2016), Zamora evoca a desconstrução de um universo simbólico que está ligado aos barcos, como os movimentos migratórios e grandes navegações, fugas e aventuras. Para isso, ele organiza vários barcos de pesca, que são lentamente desmantelados durante a exposição no Palais de Tokyo, em Paris.

 

O tema da misoginia é tratado com veemência em “Memorándum” (2017). Aqui, Zamora se utiliza das características arquitetônicas de um prédio para posicionar dezenas de mulheres batendo a máquina de escrever (sem tinta), formando uma grande estação de trabalho feminina. Ao som estridente das máquinas, as folhas de “memorándum”, que se referem subjetivamente às próprias biografias dessas mulheres, caem livremente pelos andares, lembrando a todos como a função de secretária sempre foi subjugada, mas fundamental dentro do aparelho político e como as mulheres sempre trabalharam para produzir lucro aos homens. A força de trabalho é também abordada na obra “Nas coxas” (2018), onde durante a 11a Bienal do Mercosul, o artista se apropriou do espaço para reunir um grupo de doze homens e mulheres, que modelaram aproximadamente 700 telhas de argila utilizando as próprias coxas. A expressão popular brasileira “feito nas coxas”, que indica quando algo não é feito com cuidado e atenção, provavelmente veio do período imperial, quando o ato sexual fora do matrimônio era realizado de forma incompleta e rápida, até “as coxas”. Atualmente, esse termo muitas vezes é atribuído erroneamente, de forma racista, à época em que os escravizados no Brasil produziam as telhas em suas coxas sem mesmo estarem aptos para isso.

 

Numa colaboração com a musicista e compositora cubana Wilma Alba Cal, além de um grupo de mais ou menos cem outros músicos, durante a 12a Bienal de Havana, o trabalho “Ensaio sobre o fluido” (2015) reúne todos eles num complexo de uma escola de arte praticamente abandonado, onde cada um deles fica posicionado em uma sala diferente, tocando uma música de autoria da compositora. Essa grande intervenção sonora guiava o público a transitar pelos cômodos labirínticos do edifício, até então inutilizado, e ficou conhecida por transformar o prédio em um próprio instrumento musical de grande proporção.