Héctor Zamora
terracotta
54.72 x 64.17 x 2.16 in
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Héctor Zamora é reconhecido internacionalmente por uma pesquisa que problematiza padrões sociais, heranças estéticas e arquétipos culturais, frequentemente a partir de elementos tradicionais atravessados pelo peso histórico das culturas ocidentais. Em "Tres – Doce Negro" (2025), o artista apresenta um trabalho composto por 15 peças em terracota, combinadas a partir de um arranjo rítmico específico. Material recorrente em sua prática desde o ano 2000, a terracota tem sua função estrutural associada à construção civil deslocada para o campo da experimentação formal e simbólica. A disposição geométrica das peças estabelece uma nova relação entre os fenômenos do caos e do controle, afirmando o interesse do artista pelo processo de desenvolvimento e ordenação do tecido urbano. Esses elementos comuns à arquitetura popular latino-americana tornam-se, assim, metáforas críticas para tensionar os sistemas de produção capitalista, as dinâmicas da força de trabalho e suas implicações nas bases sociais e históricas da América Latina.