-
Caio Reisewitz
“Jacupiranga”, 2025c-print em metacrilato
c-print mounted on Diasec155 x 122 cm
61.02 x 48.03 ined 1/5A pesquisa de Caio Reisewitz tem a fotografia como suporte principal. Através do refinamento técnico, suas composições mostram um particular interesse pela ação humana e seus efeitos sociais e políticos,...A pesquisa de Caio Reisewitz tem a fotografia como suporte principal. Através do refinamento técnico, suas composições mostram um particular interesse pela ação humana e seus efeitos sociais e políticos, seja no espaço natural ou no espaço arquitetônico. Sua poética constroi um repertório que pode tanto nos colocar diante do descaso humano, quanto da poesia plástica dos ambientes.A obra Mamanguá XXII (2013) insere-se na pesquisa de Caio Reisewitz sobre paisagens remotas que evocam a sensação de ausência humana e integra uma série de fotografias realizada no Saco do Mamanguá, em Paraty (RJ), região conhecida como o único “fiorde tropical” do Brasil, ou seja, uma extensa reentrância marinha de cerca de 8 km, cercada por montanhas de Mata Atlântica. A imagem, imperceptível a olho nu, foi capturada a noite por meio de fotografia analógica com longa exposição (aproximadamente 90 minutos), utilizando filme diapositivo Kodak (cromo). O tom azulado resulta do fenômeno de falha de reciprocidade, no qual a relação entre tempo de exposição e incidência de luz deixa de ser linear, produzindo desvios cromáticos característicos. Já a obra Jacupiranga (2025) deriva de pesquisas inéditas do artista, desenvolvidas em parceria com Tatiana Gonçales e Allan Yzumizawa, sobre a toponímia paulista, e foi realizada na região de Cananéia, onde passa o histórico Caminho de Peabiru, uma vasta rede de trilhas pré-coloniais que conectava o Oceano Atlântico, no litoral brasileiro, ao Oceano Pacífico, no atual Peru, atravessando territórios do Paraguai e da Bolívia, e utilizada tanto por povos indígenas quanto por exploradores europeus.
Photography is the primary medium in Caio Reisewitz’s work. Through technical refinement, his compositions reveal a sustained interest in human action and its social and political effects, whether in natural or architectural settings. His poetics builds a repertoire that can confront us with both human neglect and the visual poetry of these spaces.
One of a series of photographs taken at the coastal inlet known as Saco do Mamanguá, in Paraty (Rio de Janeiro state), "Mamanguá XXII" (2013) belongs to Reisewitz’s investigation of remote landscapes that evoke a sense of human absence. The region is known as Brazil’s only “tropical fjord” – an eight-kilometer marine inlet surrounded by mountains of the Atlantic Forest. Imperceptible to the naked eye, the image was captured at night through long-exposure analog photography, using Kodak slide film. Its bluish tone results from reciprocity failure, which occurs when the film’s response to incoming light is no longer in linear relation to exposure time, causing characteristic shifts in color. The work "Jacupiranga"(2025) derives from the artist’s recent research, developed with Tatiana Gonçales and Allan Yzumizawa, on São Paulo place names. It was produced in the Cananéia region, historically crisscrossed by a vast network of precolonial trails called the Caminho de Peabiru, which connected the Atlantic coast of Brazil to the Pacific Ocean, in present-day Peru, passing through territories that are now part of Paraguay and Bolivia. The route was used by both Indigenous peoples and European explorers.
Receba nossa newsletter
* denota campos obrigatórios
We will process the personal data you have supplied to communicate with you in accordance with our Privacy Policy. You can unsubscribe or change your preferences at any time by clicking the link in our emails.