ARCOmadrid 2026
Apresentação
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A Luciana Brito Galeria anuncia sua participação na ARCOmadrid 2026 com uma seleção que reafirma a relevância da pesquisa artística latino-americana contemporânea como pensamento crítico e espaço de memória e construção de identidades. O projeto reúne trabalhos históricos de Regina Silveira (1939, Brasil), Augusto de Campos (1931, Brasil), Geraldo de Barros (1923–1998, Brasil) e Waldemar Cordeiro (1925, Itália – 1973, Brasil), em diálogo com Antonio Pichillá (1982, Guatemala), Bosco Sodi (1970, México), Caio Reisewitz (1967, Brasil), Leandro Erlich (1963, Argentina), Liliana Porter (1941, Argentina) e Marina Abramović (1946, Sérvia).
Desde o final dos anos 1950, Regina Silveira ocupa papel central na arte brasileira, investigando representação e imagem. Discurso, da série Dilatáveis (1981/2022), concebida no contexto de seu doutorado Simulacros (ECA-USP, 1984), parte de imagens fotográficas cujas sombras distorcidas subvertem a perspectiva tradicional. A série foi destaque da 34ª Bienal de São Paulo (2021). De Augusto de Campos, a galeria apresenta Poema bomba (1987), ligado à poesia concreta, da qual é um dos fundadores. A obra condensa palavra, forma e som em intenso impacto visual. Em 2025, o artista lançou Pós Poemas, definido como “meu último livro de poemas”, que dá título à mostra apresentada atualmente na Luciana Brito Galeria.
A galeria apresenta ainda obras emblemáticas de Geraldo de Barros e Waldemar Cordeiro, fundamentais na transição da arte moderna para a contemporânea no Brasil. De Geraldo de Barros, Indeterminante ótica de duas formas iguais (1953/1996) reafirma os princípios da Arte Concreta, enquanto a série Sobras (1996–1998/2024), sua última produção, reúne fotografias e negativos de arquivo em colagens que reconfiguram memórias e narrativas, apresentada recentemente em sua totalidade pela galeria, pela primeira vez na história. De Waldemar Cordeiro, a pintura Sem título (1963), da fase Geometria Intuitiva, mantém a estrutura concreta, mas adota maior liberdade formal e cromática, evocando a luminosidade tropical e a morfologia das plantas brasileiras. A obra foi destaque na Biennale di Venezia (2024).
O legado desses artistas abre caminho para pesquisas atuais como as de Antonio Pichillá e Bosco Sodi, que evocam cultura e ancestralidade, e de Caio Reisewitz e Leandro Erlich, atentos às questões políticas e ambientais. Entre 3 e 10 de março, estará em cartaz Kugi, de Bosco Sodi, na Galeria Hilario Galguera. Já Coral Car (2024), de Leandro Erlich — desdobramento de sua pesquisa para Concrete Coral (2025), no contexto do projeto ecológico The ReefLine, em Miami Beach — integra a iniciativa “Conscious & Creative”, da Lladró em parceria com a Kreëmart, com lançamento no estande da Luciana Brito Galeria em 5 de março.
Obras
