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08.04 - 12.04.26
Luciana Brito galeria
SP-ARTE 2026
Estande
F03
Afonso Tostes | Allan McCollum | ANTONIO PICHILLÁ
Bosco Sodi | caio reisewitz |Delson Uchôa
Gabriela Machado | Geraldo de Barros | Héctor Zamora
IvÁn Navarro | Marina ABramovic | Rafael Carneiro | Regina Silveira
Rochelle Costi | Rob Wynne | Waldemar Cordeiro
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Geraldo de Barros é um dos principais nomes da arte brasileira do século XX. Combinando seus primeiros estudos sobre pintura e um interesse posterior em fotografia, ele trabalhou os limites dos processos fotográficos tradicionais, intervindo diretamente no negativo, fazendo múltiplas exposições do mesmo filme, sobreposições, montagens e recortes, questionando as regras clássicas de composição. Apesar da profunda preocupação formal, vista claramente no concretismo brasileiro, do qual Geraldo de Barros participou intensamente, ele conseguiu fundi-la com suas preocupações sociais, o que o levou a abordar os processos industriais em seu trabalho, lidando coerentemente com as construções geométricas, reprodutibilidade, socialização da arte, teoria da forma e design industrial.Geraldo de Barros, ainda aos 26 anos, participou da criação do laboratório e do curso de fotografia no Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde apresentou a exposição Fotoformas, em 1950. O artista também foi um dos principais atuantes do Foto Cineclube Bandeirante, espaço que marcou a experimentação em fotografia no Brasil. Em 1951, participou do HfG - Hoschule für Gestaltung (Escola de Formas) em Ulm, Alemanha. Foi também um dos fundadores do Grupo Ruptura (1952) e Grupo Rex (1966) e participou da 1ª, 2ª, 9ª, 15ª e 21ª Bienal de São Paulo e da Bienal de Veneza (Itália), em 1986. Entre diversos projetos nacionais e internacionais, as obras de Geraldo de Barros tiveram participação póstuma em diversas exposições. Em 2014, o Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, organizou a retrospectiva do artista e, no ano seguinte, a mesma exposição foi exibida no SESC Belenzinho, em São Paulo. No ano de 2017, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva em Lisboa (Portugal) e a Document Gallery, em Chicago (EUA), realizaram mostras individuais do artista, seguidas por outras na Side Gallery, em Barcelona (Espanha), em 2018, Kurst und Kulturstiftung Opelvillen, em Rüsselsheim (Alemanha). Em 2021, o Itaú Cultural apresentou mostra individual, enquanto em 2022, o Musée d’Art Moderne et Contemporain – MAMCO, na Suíça, realizou a maior retrospectiva do artista na Europa. Em 2025, Geraldo de Barros participou da mostra sobre o modernismo brasileiro na Royal Academy of Arts, em Londres (Inglaterra) e Zentrum Paul Klee, em Berna, (Suíça), além de exposições na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, Portugal), Arles Les Rencontres de la Photographie (Arles, França) e MASP (São Paulo, Brasil). Seu trabalho faz parte de coleções como a Fundação de Arte Cisneros Fontanals, Fundo de Arte do Estado de Genebra, Fundação Bienal de São Paulo, Instituto Inhotim, Museu Ludwig, Fundação Max Bill, Museu Max Art, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Belas Arte, Museu de Arte de São Paulo, MoMA Nova York, Tate Modern Inglaterra, Photographer’s Gallery Inglaterra, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museo de Arte Latino Americana de Buenos Aires, etc.
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Waldemar Cordeiro foi uma das figuras mais importantes para a instauração da Arte Concreta, movimento de vanguarda fundamental para transição da Arte Moderna para a contemporaneidade, o que viria a definir a arte brasileira do século 20. Além de ser pioneiro na arte de computador ainda no final da década de 1960, Waldemar Cordeiro desenvolveu e implementou projetos paisagísticos relevantes no Brasil. Em sua pesquisa interdisciplinar, defendia a pintura em sua essência, com linhas e cores básicas que se sustentam por si só, sem o respaldo da representação figurativa. Primava por uma arte objetiva e racional, muito associada aos seus estudos teóricos, além da investigação de materiais e elementos industriais. Waldemar Cordeiro trabalhava por uma arte acessível a todos, buscando um senso coletivo que se alinhava também à tecnologia, design e ao paisagismo. Sua pesquisa na arte sempre esteve associada a uma preocupação social e política.Waldemar Cordeiro estudou na Academia de Belas Artes de Roma (1938) e no Liceu Tasso de Roma (1945). Em 1949, estabeleceu-se no Brasil. Participou da mostra inaugural do Museu de Arte Moderna de São Paulo “Do figurativismo ao abstracionismo” (1949), além da I Bienal de São Paulo (1951). Foi ainda um dos organizadores da mostra “Ruptura”, também no MAM-SP (1952) e “Arteônica”, na Fundação Armando Alvares Penteado, FAAP-SP (1971). Entre as principais exposições individuais, estão a mostra virtual permanente Waldemar Cordeiro: Bits of the Planet, as do ZKM Center for Art and Media (Alemanha), MAM-RJ/SP (Brasil), CCSP (Brasil), Buffalo University (EUA), MAC-SP (Brasil), Instituto Itaú Cultural, São Paulo (Brasil) e Paço Imperial, RJ (Brasil). Dentre as mostras coletivas, estão as realizadas no Museum of Latin American Art - MOLAA, Long Beach (EUA), The Walk Art Center (EUA), Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil), The Museum of Fine Arts Houston (EUA), Museum of Modern Art, MoMA, NY (EUA), CCBB, SP/RJ (Brasil), Goethe-Institut, NY (EUA), Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri (Espanha), Instituto Tomie Ohtake, SP (Brasil), Bienal de Veneza (2024), Bienal de São Paulo (2012, 1975, 1973, 1969, 1967, 1965, 1963, 1961, 1959, 1957, 1955, 1953 e 1951 edições), Bienal de Nuremberg (Alemanha), etc. As obras de Waldemar Cordeiro estão presentes em coleções como a Fundação de Arte Cisneros Fontanals (EUA), Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (Brasil), Coleção Patrícia Phelps de Cisneros (EUA), Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil), Museum of Modern Art, MoMA (EUA), The Museum of Fine Arts, Houston (EUA), ZKM Museum (Alemanha) , entre outros.
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A pesquisa artística de Regina Silveira questiona as formas tradicionais da representação visual, levando-a a trabalhar novas possibilidades de meios e significações. Suas obras exploram o espaço arquitetônico e contextual, geralmente operando por meio de narrativas gráficas, para causar deslocamentos da percepção e estranhamentos, com base na experiência comum dos espaços que virtualmente modifica. A artista é conhecida por sua pesquisa sobre os princípios da perspectiva, suas distorções e estudo das sombras, que emprega em grandes instalações site specific e, sobretudo, por seu uso variado de meios, que incluem não apenas gravuras, porcelanas, tapeçarias e recortes de laminados, como vinil recortado digitalmente, projeções luminosas, vídeo instalações e realidades virtuais e aumentadas.Bacharel em Artes pelo Instituto de Artes do Rio Grande do Sul (1959), Mestre (1980) e Doutora em Arte (1984) pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, sua carreira como docente inclui o ensino no Instituto de Artes do Rio Grande do Sul (1960-69); na Universidade de Puerto Rico, em Mayaguez, PR (1969-73); na FAAP(1973-85), São Paulo; e na ECA-USP (1974-presente). Foi artista convidada da Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, Portugal, em 2024, da Bienal de São Paulo nas edições de 1981, 1983, 1998 e 2021, da Bienal Internacional de Curitiba em 2013 e 2015, e da Bienal do Mercosul em 2001 e 2011. Também participou da Bienal de La Habana, Cuba, em 1986, 1998 e 2015, da Médiations Biennale, Poznan, Polônia, em 2012, da 6a Taipei Biennial, Taiwan, em 2006 e da 2a Setouchi Triennale, Japão, em 2016. Mais recentemente, em 2025, a artista inaugurou sua maior obra comissionada, Paradise, no IAH Terminal D - George Bush Intercontinental Airport, em Houston, EUA, em caráter permanente, além de ter realizado mostras individuais no Centro de Extensión Alameda - PUC, Santiago, Chile, Instituto Arte Contemporânea (IAC SP), em São Paulo, no Palacio de La Virreina, Centre de La Imatge, em Barcelona, Espanha, e no Centro de Extensión de la Universidad Católica, em Santiago, Chile. Em 2021-22, Regina Silveira apresentou uma grande exposição individual no Museu de Arte Contemporânea – MAC-USP, em São Paulo, com obras suas que integram a coleção permanente deste museu. Além disso, a artista já teve seu trabalho apresentado no Paço das Artes, São Paulo, 2020; Museu Brasileiro da Escultura – MuBE, São Paulo, Brasil, 2018; Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil, 2015; Museo Amparo, Puebla, México, 2014; Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre Brasil, 2011; Atlas Sztuki Gallery, Lodz, Polônia, 2010; MASP-SP, 2010; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri, 2005. Regina Silveira recebeu o Prêmio APCA pela carreira (2011), o Prêmio Fundação Bunge (2009) e o Prêmio MASP (2013). Foi bolsista das fundações Fulbright (1994), Pollock-Krasner (1993) e Guggenheim (1990) e sua obra está representada em inúmeras coleções públicas e privadas, como Usina de Arte (Brasil), Coleção Itaú (Brasil), MAC-USP (Brasil), MASP (Brasil), MAM-RJ/SP (Brasil), MACRS (Brasil), Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil), MoMA (EUA), Phoenix Museum (EUA), Museum of Fine Arts Houston (EUA), Taipei Fine Arts Museum (Taiwan), Perez Art Museum Miami (EUA), Seattle Art Museum (EUA), entre outros.
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A pesquisa de Bosco Sodi prima pela simplicidade de materiais de origem natural, como pigmentos, serragem, fibras, madeira, terra, etc. A combinação desses elementos com a gestualidade da sua produção, proporcionam um caráter excepcional a cada obra, que segundo o artista “torna-se impossível de ser replicada”, além de atribuir uma conexão especial entre ele e a sua prática de criação, que transcende o conceitual. Atualmente, e cada vez mais, sua produção utiliza técnicas antigas, que além de estabelecer uma relação direta com o discurso etnobotânico, resgata sua ancestralidade nativo-latinoamericana. Bosco Sodi também associa essas técnicas a processos tradicionais e contemporâneos, dialogando com os movimentos Land Art e o “Informalismo”.Dentre as principais exposições individuais estão as que aconteceram no MkT Contemporary (2025, Quioto, Japão), Castello di Ama (2025, Siena, Itália), Fundación Caja Canarias (2025, Santa Cruz de Tenerife, Espanha), Museo de Arte de Sonora (2025, México), He Art Museum (2024, Foshan, China), Casa das Rosas (2024, São Paulo, Brasil), SCAI The Bathhouse (2023, Tóquio, Japão), Harvard Art Museum (2023, Cambridge, EUA), Fundación Casa de Mexico (2023, Madri, Espanha), Fondazione dell’Alberto d’Oro, Venice, Italia (2022, como parte da programação oficial da Bienal de Veneza); University of South Florida Contemporary Art Museum, Tampa, EUA (2021), CAC Málaga, Espanha (2020), Royal Society of Sculptors Londres, Inglaterra (2019); Museo Barracco di Scultura Antica, Roma (2019), Mexican Cultural Institute, Washington DC, EUA, 2019, Museo Nacional de Arte, México (2017), The Bronx Museum, Nova York (2010). Mostras coletivas: Ryosokuin Zen Temple (2024, Kyoto, Japão), Desert X (2024, AlUla, Arábia Saudita), Converge 45 Biennial (2023, Oregon, EUA), 23a Triennale Milano (2022, Milão, Itália), Harbour Arts Sculpture Park, Hong Kong (2018), The Museum of Modern Art, Gunma, Japão (2017) e Museo Espacio, México (2016), etc. A obra de Bosco Sodi também compõe coleções importantes, como JUMEX Collection (México), Harvard Art Museums (EUA), Museum of Contemporary Art San Diego (EUA), New Orleans Museum of Art (EUA), The Scottish National Gallery of Art (Escócia), Walker Art Center (EUA), etc.
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Marina Abramovic ficou mundialmente conhecida por sua pesquisa na arte da performance, que introduziu na experiência artística, ainda na década de 1960, a discussão sobre os limites do corpo e da mente, além da relação direta entre o artista e o público. A partir da década 1980, a artista passou a investigar os assuntos relacionados à espiritualidade e ao sincretismo religioso, além dos potenciais da mente, do corpo e do espírito, através da conexão com a natureza e o sagrado. Essa investigação ganha ainda mais importância na obra da artista depois de sua primeira visita ao Brasil, em 1989. Essas experiências compõem um rico material para produção de fotografias, vídeos, esculturas e instalações.Marina Abramovic é formada pela Academy of Fine Arts (Belgrado, 1970), Academy of Fine Arts (Zagreb, 1972) e pelo The Art Institute of Chicago (2005). Marina Abramovic é fundadora do MAI – Marina Abramovic Institute, em Nova York, uma plataforma para arte imaterial e performances de longa duração. Sua primeira exposição individual foi realizada em 1964 na Workers’ University, em Belgrado; desde então, apresentou dezenas de mostras individuais em instituições como Gran Teatre del Liceu (2026, Barcelona, Espanha), The Albertina Modern (2025, Viena, Áustria), Centre Pompidou-Metz (2025, França), Southbank Centre, Londres (2025, Inglaterra), Modern Art Museum Shanghai (2024, China), Usina de Arte, Água Preta (2024, Brasil), Stedelijk Museum, Amsterdã (2024, Holanda), Royal Academy of Arts (2023, Inglaterra), Serpentine Galleries (2019, Inglaterra), Sesc Pompeia (2015, Brasil), MoMA (2010, EUA), Guggenheim Museum (2005, EUA), Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia (2005, Espanha), Neue Nationalgalerie (1992, Alemanha), Centre Georges Pompidou (1990, França), Fundação Calouste Gulbenkian (1986, Portugal), entre muitos outros. Marina Abramovic participou de inúmeras mostras coletivas, com destaque para a 45ª e a 47ª Bienal de Veneza (1993 e 1997) – quando ganhou o Leão de Ouro de Melhor Artista; Documenta 13, 9, 8 e 6 (2012, 1992, 1988 e 1977); as 28ª, 18ª e 16ª edições da Bienal de São Paulo (2008, 1985 e 1981); 5ª e 13a Bienal do Mercosul (2007 e 2022); e 7ª Bienal de la Habana (2000). Desde 2020, Marina Abramovic realiza itinerância com a peça "7 Deaths of Maria Callas", sobre o legado da cantora greco-americana. Suas obras encontram-se nas principais coleções públicas e privadas, como Cisneros Fontanals Art Foundation, Miami (EUA), Kunstmuseum (Suíça), Museum Ludwig (Alemanha), San Francisco Museum of Modern Art (EUA), Solomon R. Guggenheim Museum (EUA), The Museum of Modern Art, New York – MoMA (EUA), etc.
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As obras de Iván Navarro atraem o público a partir da combinação de elementos que questionam nossa percepção. Por um lado, sob um ponto de vista formalista, seus trabalhos são cuidadosamente construídos, trazendo a luz como seu suporte principal. Luz que provoca os sentidos ao mesmo tempo em que suscita um encantamento no espectador. A produção de Iván Navarro também é imbuída de conotações políticas, que são comunicadas ao público por inúmeras estratégias, como visto nos títulos de seus trabalhos, no cuidadoso uso da cor, na utilização de anagramas, ou na apropriação e desconstrução de símbolos que representam ideologias e poder institucionalizado.Iván Navarro formou-se em Artes Visuais, em Santiago, Chile, em 1995. Entre as mostras individuais estão: Gare Villejuif - Gustave Roussy, Paris, França (2026), Centro Cultural Gabriela Mistral, Santiago, Chile (2025), Galpón Santa Elena, Santiago, Chile (2025), La Capilla Azul, Chiloé, Chile (2024), Micromuseo di arte Contemporanea della Tuscia, Itália (2023), Art-OMI Sculpture Park, Ghent, EUA (2022), Farol Santander, São Paulo (2020), MAC – Niterói, RJ (2019), MACBA, Buenos Aires (2019), Museu Nacional de Belas Artes, Santiago, Chile (2015), Espace Culturel Louis Vuitton, Paris, França (2010). Dentre as coletivas: Knoxville Museum of Art, Knoxville, EUA (2025), Centro de Arte Caja de Burgos, Burgos, Espanha (2024), Site Santa Fe, Novo México, EUA (2022), Illuminate SF Festival of Light, São Francisco, EUA (2020), XIV Bienal de Nuevos Medios, Museo Nacional de Bellas Artes, Santiago, Chile (2019), 13o Bienal do Cairo (2019), MACBA, Buenos Aires, Argentina (2018), Guggenheim NY (2018), Museo del Barrio, NY (2017), MuBE-SP (2016), Centro Nacional de Arte Contemporáneo, Santiago, Chile (2016), 10a Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2015), Cairo International Biennale, Egito (2010), 53a Biennale di Venezia (2009), 2a Bienal de Moscou (2007), etc. Dentre as coleções mais importantes estão Centro Galego de Arte Contemporánea (Espanha), Fonds National d’Art Contemporain (França), Hirshhorn Museum and Sculpture Garden (EUA), Inhotim (Brasil), Museum of Fine Arts (Boston, EUA), Saatchi Collection (Inglaterra) e Solomon R. Guggenheim Museum (EUA).
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A pesquisa de Caio Reisewitz traz a fotografia como suporte principal. Através do refinamento técnico e temático, sua obra apresenta um interesse pela ação do homem e seus efeitos sociais e políticos, seja no espaço natural, seja no espaço arquitetônico. Enquanto sua técnica fotográfica exalta a dramaticidade entre formas, cores e texturas, sua poética artística constroi um repertório estético quase onírico. Esses aspectos estabelecem um diálogo dicotômico entre o real (aquele característico do registro fotográfico) e o quimérico (nossos próprios repertórios).Formado em artes plásticas pela Universidade de Mainz (Alemanha), Caio Reisewitz tem especialização em poéticas visuais e mestrado pela Universidade de São Paulo. Dentre as bienais que participou estão a Bienal de Fotografia de Daegu, Coreia do Sul (2025), 23a Bienal de Sydney, Austrália (2022), Bienal de Artes de Nice, França (2022), a 26ª Bienal de São Paulo (2004), 51ª Biennale di Venezia (2005), representando o Brasil, e Nanjing Biennale (2010), na China. Caio Reisewtiz já teve sua obra apresentada na Fundació Mies van der Rohe (2024, Barcelona, Espanha), 22o DongGang International Photo Festival (2024, Coreia do Sul); MUSAC – Museo de Arte Contemporáneo de Castilla e León (2024, 2023 e 2010, Espanha); Instituto Moreira Salles Rio de Janeiro e São Paulo (2010, Brasil); Ella Fontanals-Cisneros Collection Miami (2005, 2010, EUA); ICP – International Center of Photography, Nova York (2014, EUA); Maison Européenne de la Photographie, Paris (2015, França); Pinacoteca do Estado de São Paulo (2017, Brasil), além de Photo Xangai (2019, China). Em 2026, participará de mostra coletiva na Ford Foundation, em Nova York (EUA), e, em 2020, lançou o livro “Altamira” pela editora suíça Artphilein Editions SA, a partir de coleção homônima adquirida pela Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil). Sua obra pode ser encontrada em acervos como Cisneros Fontanals Art Foundation (EUA); Fundación ARCO Madrid (Espanha); Collezione Fondazione Guastalla (Itália); Fond National d'Art Contemporain (França); MUSAC (Espanha); International Center of Photography - ICP (EUA); Maison Européenne de la Photographie (França); MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador (Brasil); Musée Malraux (França), Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil), entre outros.
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A obra de Rochelle Costi trata da memória afetiva. Essa que normalmente levanta a poeira do nosso subconsciente, acionada por um dispositivo: a imagem. Sua pesquisa parte de seu próprio repertório imagético, para então ser formalizada através da técnica apurada da fotografia, vídeos e instalações. O colecionismo e a fotografia não apenas se complementam, como também se fundem, levando o espectador a um confronto íntimo com esse universo, que passa a ser comum a todos.Obteve formação em Comunicação Social pela PUC-RS e especialização pela Saint Martin School of Art e Camera Work, em Londres. Dentre os espaços em que apresentou mostras individuais estão: Casa do Povo, São Paulo, Brasil (2024); Solar dos Abacaxis, Rio de Janeiro, Brasil (2023); Estúdio Extraordinário, Itú, Brasil (2023); Oficinas Culturais Oswald de Andrade, São Paulo, Brasil (2021); The Photographer’s Gallery, Londres, Inglaterra (2016), Museu de Arte Moderna - MAM, São Paulo (2010); Centro Cultural São Paulo – CCSP, Brasil (2009); Museu da Imagem e do Som, São Paulo, Brasil (2008) e Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (2005). Entre as exposições coletivas mais significativas estão a BienalSur, Brasil e Argentina (2023); Casa do Parque, Brasil (2023); Solar dos Abacaxis, Brasil (2023); Museu da Imagem e do Som-MIS, São Paulo, Brasil (2022); Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil (2023 e 2020); III Beijing Photo Biennial, Beijing, China (2018); Museu de Arte de São Paulo - MASP, Brasil (2018); Bienal de la Paiz, Guatemala (2016); Somerset House, Londres, Inglaterra (2012); a 11th International Architecture Exhibition, Veneza, Itália (2008); 24a Bienal de São Paulo, Brasil (2010 e 1998); Bienal de Cuenca, Equador (2009); XXVI Bienal de Pontevedra, Espanha (2000); Centro de Arte Reina Sofia, Madri, Espanha (2000); II Bienal do Mercosul, Porto Alegre (1999); 6ª e 7ª Bienal de Havana, Cuba (1997 e 1999); II Tokyo Photography Biennial, Japão (1997). Seus trabalhos fazem parte de acervos como Cisneros Fontanals Art Foundation (EUA), Instituto Inhotim (Brasil), MASP (Brasil), MAM-SP/RJ (Brasil), Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil) e Museum Moderner Kunst Stiftung Ludwig (Áustria), entre outros.
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Rob Wynne é um colecionador de memórias. Muito atento ao seu próprio contexto e à cultura popular, o artista utiliza a sintaxe visual para combinar fragmentos extraídos de conversas, literatura, teatro, cinema etc, em obras que empregam imagens e, principalmente, textos como elementos principais, seja em esculturas, instalações, colagens, impressão digital ou bordados. O vidro costuma ser um dos seus materiais preferidos, do qual ele costuma trabalhar formas orgânicas, que são espalhadas por ele manualmente. Sua investigação ainda é atravessada por conceitos que remetem ao Fluxus, movimento norte-americano da década de 1960, do qual esteve intimamente ligado e que trazia a abordagem experimental e multidisciplinar para relacionar a vida cotidiana à arte.Formado em artes pelo Pratt Institute (Nova York, EUA), Rob Wynne já realizou exposições individuais em espaços importantes, como o Norton Museum of Art (2019 e 2012, Palm Beach, EUA), Brooklyn Museum (2019, Nova York, EUA) e New York University (1994, Nova York, EUA), além de mostras coletivas, como no New Orleans Museum of Art (2017, New Orleans, EUA), Massachusetts College of Art & Design (2017, Boston, EUA), Museum of Modern Art (2013, New York, EUA), Georgia Museum of Fine Art (2005, Athens, EUA), P.S.1 Institute for Contemporary Art (1998, Long Island City, EUA), dentre outros. Suas obras figuram em coleções públicas e privadas: Brooklyn Museum of Art (EUA) Centre Pompidou (França) Museum of Fine Arts (EUA) Columbus Museum of Art, Columbus (EUA) The Museum of Modern Art - MoMA (EUA), The Whitney Museum of Art (EUA), The Philadelphia Museum of Art (EUA), La Collection de Frac des Pays de la Loire (França), Bibliothèque National Paris (França), Norton Museum of Art (EUA). Em 2023, juntamente com Gregory R. Miller & Co. o artista lançou a monografia ilustrada "Obstacle Illusion".
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Héctor Zamora é mais conhecido por sua pesquisa que envolve espaços públicos e o ambiente construído. Em suas obras, o artista reinventa e redefine os espaços convencionais, sejam expositivos ou não, gerando ruídos entre os significados de público e privado, exterior e interior, real e imaginário. Se, por um lado, a obra de Héctor Zamora lida com a herança estética e formal do Concretismo e outras vanguardas Latino Americanas, por outro, problematiza questões sociais e políticas relacionadas ao trabalho numa sociedade de consumo e à subversão de arquiteturas.Héctor Zamora tem formação em design gráfico e geometria estrutural. Suas principais mostras individuais: NDSM-werf Foundation, Amsterdã, Holanda (2025) Commission's Programme, Art Dubai, Emirados Árabes Unidos (2025), MAZ Museo de Arte de Zapopan, Zapopan, México (2024), Museu Marítimo de Ílhavo, Ílhavo, Portugal (2023), The Roof Garden Comission, MET-NY, EUA (2020), LABOR, Cidade do México (2019), Pavilhão Branco (Portugal, 2018), Museo de Arte Contemporáneo de Monterrey (México, 2017), Fundación RAC (Espanha, 2017), Palais de Tokyo (França, 2016), CCBB São Paulo (2016), Center for Contemporary Art (Los Angeles, EUA, 2013) e Itaú Cultural (São Paulo, 2010). Entre as coletivas estão as realizadas no Desert X, Wadi AlFann, AlUla, Arábia Saudita (2026), Museo de Arte Carrillo Gil, Cidade do México, México (2025), IJsselBiënnale, IJssel River, Deventer, Holanda (2025), Prototipoak Bilbao, Bilbao, Espanha (2025), Instituto Cultural de Mexico, França (2023), Desert X, Coachella Valley, Palm Springs, EUA (2023); 13a Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2022); 4th Mediterranean Biennial, Israel (2021); Hirshhorn Museum, EUA (2020); Centro Galego de Arte Contemporánea, México (2018); Shanghai Biennial, China (2018); MAM-RJ, Brasil (2014); Guggenheim Museum, EUA, (2013), Museo de Arte de Lima, Peru (2012), 54ª Bienal de Veneza, Itália (2011); 11ª e a 14ª Bienal de Lyon, França (2011 e 2017); 12th International Cairo Biennale, Egito (2010), 9ª e 12ª edições da Bienal de la Habana, Cuba (2006 e 2015); 27ª Bienal de São Paulo, Brasil (2006). Zamora foi ainda contemplado com os prêmios do Graham Foundation Arquitetura + Arte (2011), The Garage Centre for Contemporary Culture (2009), The Pollock-Krasner Foundation (2007), Cisneros Fontanals Art Foundation (2006), Jumex Collection Foundation (2006), etc. Suas obras fazem parte das coleções do Amparo Museum (México), Fundación RAC (Espanha), Hirshhorm Museum and Sculpture Garden (EUA), dentre outros.
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Allan McCollum é conhecido por suas grandes instalações, formadas a partir da quantidade de pequenos itens criados artesanalmente, mas com influência de métodos de produção industrial. A partir do conceito, é característica de sua produção os processos colaborativos e democráticos, que requerem a participação de profissionais e comunidades. Sua pesquisa explora questões relativas aos métodos de produção em série e ao valor do trabalho no contexto da cultura de massas, além da necessidade em entender como os objetos adquirem significado cultural, público e subjetivo nas sociedades contemporâneas.As principais exposições individuais do artista foram realizadas em espaços importantes, como ICA Miami (2020, EUA), Metropolitan Museum of Art – MET-NY (2009, EUA), Museum of Modern Art – MoMA (2007, EUA), Serpentine Gallery (1990, Londres, UK), etc. Dentre as mostras coletivas, figuram a 48a e 55ª Bienal de Veneza (1988, 2013), 28ª Bienal de São Paulo (2008) e 9ª Bienal do Mercosul (2013), além de instituições como Hammer Museum (2014, Los Angeles, EUA), Whitney Museum (2010, Nova York, EUA), Solomon R. Guggenheim Museum (2004 e 2010, Nova York, EUA), Centre Georges Pompidou (2023 e 1998, Paris, França), Musée d'Art Moderne et Contemporain (2023, Genebra, Suíça), etc. Sua obra atualmente, integra mais de 50 coleções públicas em todo o mundo, com destaque para MoMA (EUA), Metropolitan Museum (EUA), The New Museum (EUA); Musée National d’Art Moderne (França), Centre Georges Pompidou (França), Fondation Cartier (França), Museu Berardo (Portugal), New Tokyo Metropolitan Museum (Japão), National Museum of Contemporary Art Seoul (Coréia do Sul), dentre outros.
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A matéria e sua estrutura, formas de conexão, fixação e sustentação são conceitos que atraem o interesse de Afonso Tostes. E foi a partir dos anos 2000, que o artista inicia a pesquisa que passa a nortear seu trabalho: a tridimensionalidade e sua representação no espaço. Trata-se de uma evolução coerente desde o começo de sua carreira, a qual já estudava as formas estruturais orgânicas no desenho e na pintura. Conhecido por suas grandes instalações, Afonso Tostes resgata as histórias preliminares dos materiais, principalmente a madeira, expõe e transforma suas narrativas, de acordo com uma sensível reconstrução no espaço expositivo, ou mesmo com a ressignificação de objetos menores já existentes, como ferramentas e utensílios de trabalho.Afonso Tostes estudou Artes na Escola Guignard (1980, Belo Horizonte, Brasil) e, em seguida, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1989, Rio de Janeiro, Brasil). Dentre as suas principais mostras individuais estão as apresentadas na Fundação Iberê Camargo (2023, Porto Alegre, Brasil), Sesc Pompeia (2019, São Paulo, Brasil), Casa França Brasil (2013, Rio de Janeiro, Brasil), Museu de Arte Moderna – MAM/RJ (2011, Rio de Janeiro, Brasil), Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói (2009, Rio de Janeiro, Brasil), Centro Cultural Maria Antônia (2003, São Paulo, Brasil) e Centro Cultural São Paulo – CCSP (1996, São Paulo, Brasil). Já entre as exposições coletivas estão a Casa de Cultura do Parque (2025, São Paulo, Brasil), Casa Roberto Marinho (2023, Rio de Janeiro, Brasil), Museu de Arte do Rio – MAR (2020, Rio de Janeiro, Brasil), Fondation Cartier pour l’Art Contemporain (2019, Paris, França), Museu Nacional de Arte Chinesa (2018, Pequim, China), Frestas Trienal Sesc (2014, Sorocaba, Brasil), Instituto Tomie Ohtake (2010, São Paulo, Brasil) e 5a Bienal do Mercosul (2005, Porto Alegre, Brasil). Sua obra figura em coleções como MAM-RJ (Brasil), MAM-BA (Brasil), MAC Niterói (Brasil), Fondation Cartier pour l’Art Contemporain (França) e Coleção SESC de Arte (Brasil).
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A pesquisa de Delson Uchôa tem a luz como seu objeto principal, considerada pelo artista como identidade da sua região de origem: Maceió (AL). É através dela, que o artista trabalha o tempo, a cor, a textura, a transparência e a escala, já que a maioria de suas pinturas traz dimensões monumentais e levam anos para serem finalizadas. A cromaticidade da flora e da fauna naturais dessa região, também são estudadas e combinadas à geometria construtiva popular nordestina. Considerado um dos principais artistas da “Geração 80” da pintura brasileira, Delson também trabalha fotografia e escultura, práticas das quais considera como formas de construir cores, ou seja, extensões da pintura.Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Alagoas em 1981, Delson Uchôa estudou Pintura na Fundação Pierre Chalita. Realizou mostras individuais em instituições renomadas como o Museu Oscar Niemeyer (Curitiba, Brasil, 2023), Museu do Estado de Pernambuco (Recife, Brasil, 2022), Museu de Ecologia e Escultura (São Paulo, Brasil 2018), Ludwig Museum (Koblenz, Alemanha 2015), Centro Cultural São Paulo (São Paulo, Brasil, 2012), Instituto Tomie Ohtake (São Paulo, Brasil 2003), além ter participado em mostras coletivas em museus como MASP (São Paulo, Brasil, 2025), CCBB (Brasil, 2025, 2022), Museu Nacional da República (Brasília, Brasil, 2017), Museu de Arte do Rio (Brasil, 2016, 2014), MAM (São Paulo, Brasil, 2007, 1995), entre outros. Além de uma extensa trajetória de bienais nacionais e internacionais – como as de Veneza, São Paulo, Havana e Cairo –, suas obras figuram em coleções como Inhotim (Brumadinho, Brasil), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil), Museu de Arte Moderna de São Paulo (Brasil), Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil), Vogt Collection (Berlim, Alemanha) e York Stack Collection (Berlim, Alemanha).
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A pesquisa de Gabriela Machado tem a pintura como principal interesse. O imaginário do dia a dia da vida representa grande fonte de inspiração, fornecendo à artista os parâmetros para suas paisagens e naturezas-mortas, onde pequenos recortes do cotidiano são emulados na tela. Seus processos partem da gestualidade rápida, orgânica e espontânea, o que atribui pureza à visualidade das formas e cores vivas. Suas esculturas acontecem como um desdobramento dessa estética, dando à artista a oportunidade de investigar as formas através da potencialidade de outros materiais, como argila, gesso e bronze.Gabriela Machado formou-se em Arquitetura pela Universidade Santa Úrsula (RJ), em 1984. Também estudou gravura, pintura, desenho e teoria da arte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ), entre 1987 e 1992, além de cursos livres. Desde 1987 expõe no Brasil e internacionalmente. Dentre as principais exposições individuais estão as realizadas no Paço Imperial (2023, Rio de Janeiro), Fundação Eugênio de Almeida (2019, Évora, Portugal), Museu de Arte de Santa Catarina (2018, Santa Catarina), Auroras (2017, São Paulo), MAM (2016, Rio de Janeiro), Espaço Caixa Cultural (2009, São Paulo e Rio de Janeiro), CCBB (2002, Rio de Janeiro). A artista também participou de mostras coletivas em espaços como Instituto Figueiredo Ferraz (2025, Ribeirão Preto, Brasil), Casa Roberto Marinho (2022-2023, Rio de Janeiro), Paço Imperial (2014, Rio de Janeiro), Oi Futuro (2014, Rio de Janeiro), Instituto Figueiredo Ferraz (2025 e 2012, Ribeirão Preto (2012, São Paulo), Centro Cultural São Paulo (2011, São Paulo), Museu de Arte da Pampulha (2010, Belo Horizonte), Centro Universitário Maria Antônia (2002, São Paulo), Espaço MAM-Higienópolis (2002, São Paulo), MAM (1999, Salvador), dentre outros. Realizou as residências Air 351 (2019, Cascais, Portugal) e Further on Air (2016, Nova York, EUA). Sua obra figura entre coleções nacionais e internacionais importantes, como Museu de Arte da Pampulha (Belo Horizonte), Centro Cultural São Paulo (São Paulo), Ar.Co - Centro de Arte e Comunicação Visual (Lisboa, Portugal), Casa Roberto Marinho (Rio de Janeiro), IBAC-Instituto Brasileiro de Arte Contemporânea (Rio de Janeiro), Museu de Arte de Santa Catarina (Santa Catarina), Arizona State University Art Museum (Arizona, EUA), etc.
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A obra de Rafael Carneiro vem se transformando dentro da pintura. A transcrição das imagens para a tela torna-se por si só uma temática importante para ele, que procura evitar os rótulos e compromissos formais próprios da pintura para se aproximar do complexo universo de imagens da cultura e imaginário coletivos. O significado das figuras utilizadas pelo artista dilui-se pela técnica aplicada, que descontextualiza, reconfigura e ressignifica, por meio da quebra de sua integralidade, subtraindo e somando novos elementos, de forma a compor narrativas mais complexas. Mais recentemente, o artista tem explorado as possibilidades de novos materiais sobre a tela, muitas vezes em trabalhos abstratos, a partir da produção da sua marca de tinta óleo artesanal Joules & Joules.Rafael Carneiro possui formação em Artes Plásticas pela ECA-USP. Suas obras já foram apresentadas em instituições como Espace Moliére, Paris, França (2025), Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB- DF e RJ, Brasil (2019), 33º Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil (2018), Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil (2017), Caixa Cultural Rio de Janeiro, Brasil (2017), Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil (2016), Paço das Artes, São Paulo, Brasil (2014), Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Festival Sesc Videobrasil, São Paulo, Brasil (2013), Itaú Cultural. São Paulo, Brasil (2011), Centro Cultural São Paulo, Brasil (2009), Centro Cultural São Paulo, Brasil (2006), Centro Universitário Maria Antônia, São Paulo, Brasil (2005).
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Artista indígena do povo Maia Tz'utujil, Antonio Pichillá trabalha com suportes variados, mas encontra na tecelagem seu principal foco de interesse. Para ele, os processos e materiais que envolvem as tradições têxteis representam uma forma de resgatar sua ancestralidade, fortalecendo especialmente a memória das mulheres de sua família. Sua pesquisa baseia-se também na coletividade, cultura e símbolos de seu povo, natural da região do Lago Atitlan (Guatemala).Possui graduação pela Escuela Nacional de Artes Plásticas Rafael Rodríguez Padilla, Guatemala. É membro do grupo TEI-CA (Oficinas de Estudos e Pesquisa em Ciência e Arte). Dentre as exposições individuais mais importantes, estão as que foram apresentadas no International Centre of Graphic Arts – MGLC (2024, Eslovênia), Museum of Contemporary Art Santa Barbara (2023, EUA), La Nueva Fábrica, Santa Ana (2022, Guatemala). Dentre as coletivas estão as da Manif 12 - Biennial (2026, Quebec, Canadá), 24ª Bienal de Arte Paiz (2025, Cidade da Guatemala, Guatemala), Barbican Centre (2024, Inglaterra), The Institute for Studies on Latin American Art ISLAA (2024, EUA), 22a Bienal Sesc VideoBrasil (2023-24, Brasil), Denver Art Museum (2022, EUA); Trienal de Kathmandu (2022, Nepal), 11ª Bienal de Arte Contemporânea de Berlim (2020, Alemanha), Bienal Arte Paiz (2002, 2010 e 2014, Guatemala), etc. Sua obra figura nas coleções do Museo d’Art Contemporani de Barcelona - MACBA (Espanha), Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Espanha), Denver Art Museum (EUA) e Tate Modern (GB). Prêmios mais importantes: Bienal Indígena Intercontinental - Menção Honrosa (2012, México) e Juannio Latin American Art Contest / Auction (2017, Guatemala).
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